A ACT é uma abordagem não patológica. Isso significa que é voltada para demandas humanas diversas. Compreende o sofrimento humano (tenha a pessoa um diagnóstico formal ou não) como consequente de déficits em três áreas: aceitação, contato com o momento presente, compromisso com ações valorizadas.
De forma simplificada, o modelo de entendimento tanto do sofrimento quanto da qualidade de vida está baseado em um hexágono (hexaflex). No que diz respeito ao sofrimento, o hexágono corresponde à inflexibilidade psicológica (“o quanto esta pessoa se esquiva das experiências privadas, das suas partes indesejadas, agindo como se estivesse no ‘passado ou no futuro’, apresentando comportamentos impulsivos ou falta de ação?”; “o quanto esta pessoa está afastada do seu verdadeiro-eu?”);

e no que diz respeito à qualidade de vida, a forma geométrica corresponde à flexibilidade psicológica (“é capaz de permitir suas experiências privadas, partes suas indesejadas, estando em contato com o momento presente, e manter-se comprometido aos seus valores, aproximando-se e/ou cultivando seu verdadeiro-eu?”).

Claro que a ACT trabalha especificamente com diagnósticos, mas seu campo de atuação se expande a qualquer outra demanda humana. Pesquisas indicam que a abordagem também está bem consolidada em relação a demandas “não tradicionais”, como epilepsia, dor crônica, obesidade, tabagismo, diabetes (a lista se expande).
Em suma, a ACT tem como objetivo fundamental ajudar as pessoas a cultivar vidas plenas, significativas e vitais: mais do que “se sentirem bem”, “sentirem bem tudo”!