ACT na Vida Real

Eu, a Terapia de Aceitação e Compromisso e a Couve Portuguesa

A psicologia, assim como a filosofia, não podem ficar na razão, nos conceitos, nas explicações. Têm que ser vividas.

A Natureza é o melhor Terapeuta ou Professor que podemos ter.
Sem falar em palavras, nos diz tanto!

Eis que compartilho a minha experiência filosófica ou “ACT” com a Couve Portuguesa: 

O que eu aprendi com a couve portuguesa enquanto a despencava e a lavava

É dura. Vem suja. Há que lavar. E lavar, lavar. Talvez, ainda mais algumas vezes. Tirar folha por folha: as de fora são grotescas! as de dentro, fofas tanto na textura quanto na aparência.

Viver o processo desde a compra (escolher a penca no meio das demais na prateleira) até guardá-la na geladeira para, então, consumi-la (objetivo final) muda muito de um contexto a outro: o contexto couve-picada-do-mercado e o couve-penca-da-frutaria. O primeiro, fácil, imediato, linha reta até o objetivo. O segundo, trabalhoso, demanda tempo, com possibilidades de caminho (descobertas) até o destino final. O primeiro, limitado, rígido (couve já “pronta”). O segundo, flexível, amplo, versátil, criativo.
Tudo o que é bom dá trabalho.
O que é bom não dá prazer imediato.
A “couve portuguesa” me fez refletir sobre nossa vida. Quantas vezes escolhemos a via mais rápida por ser mais imediata e “certeira”? Quantas outras deixamos de escolher os caminhos e seguimos no que já estão “prontos” ou habituados?

 

P.S.: “Bom” não é sinônimo de prazer. “Bom” é justo, é vital, e, muitas vezes, é sinônimo de esforço, desconforto. Em termos da ACT: “bom” quando vivido de forma justa e vital é sinônimo de Processo Valoroso, Ação Comprometida. Neste meu recorte com a couve, o “bom” foi sinônimo de: saúde; escolhas alimentares de qualidade.