ACT na Vida Real

Neste período do ano, mude a pergunta

O ano passa. Para alguns, voando, para outros, arrastando-se. Não importa o ritmo, ele passa. Quando chegamos nesta fase de “fim” e de “início” (que não existem, a não ser na nossa mente literalizada, que divide tudo: o bom ou o ruim, o bonito ou o feio, o início ou o fim…), tendemos a “olhar para trás” para encontrar o que deve ser modificado, corrigido, reparado quando o “para frente” surgir. Uma das perguntas que mais aparece é: “O QUE DEVO FAZER ENTÃO?”. E as respostas são: “mais e mais” (cursos, livros, roupas, viagens, formações…)
Meu convite para este momento (e para os demais do ano inteiro) é mudar a pergunta. No lugar de “O QUE DEVO FAZER?”, aventure-se a (des)construir “O QUE DEVO NÃO FAZER?”.

Desde pequenos, somos expostos a uma sociedade que funciona a partir do fazer, do produzir, do adquirir e vamos nos confundindo com o que fazemos, produzimos, temos. Eu-sou-o-meu-trabalho, Eu-sou-o-meu-rótulo, Eu-sou-o-que-eu-tenho, e infindáveis combinações do Eu-Sou-Fazer. Um Eu-que-Acumula.

O Ser-fazer é parte fundamental da nossa vida, mas que só é vital quando integrado ao Ser-ser: o que simplesmente é, sente, está. Nada tem que ser feito, acumulado.
Ao aprendermos a ajustar as lentes da nossa mente, somos capazes de continuar (des)construindo a mesma pergunta de outras formas: “O QUE POSSO DEIXAR PARA TRÁS?; DO QUE POSSO ABRIR MÃO?”.

Neste final de ano, mude a pergunta. Flexibilize as palavras. Mude o tom. Descubra o que perguntas fechadas podem encobrir.