Neste Natal, dê presença
Dezembro é Natal, é férias, é rever pessoas, é festejar, é presentear.
Dezembro é tudo isso e muito mais.
Mas, enquanto vivemos todas estas possibilidades do mês, o quanto realmente estamos presentes?
Percebo dois tipos de mente nesta época do ano: a melancólica-depressiva e a excitada-eufórica. Apesar de aparentemente opostas, carregam a mesma experiência de evitar o momento presente apegando-se a um passado sofrido ou a um futuro idealizado.
Tudo bem tais mentes fazerem parte deste momento, o que não está bem é nos deixarmos levar pelas suas lentes. Nós sempre podemos ajustá-las.
Neste Natal, dê presença. Saboreie os momentos. Cante e dance com as relações ou com a solitude. Dê a si mesmo presença.
O que quer dizer presença? É notar toda experiência interna (pensamento, memória, emoção, sentimento, sensação, desejo, impulso) e acolher. E o que quer dizer acolher? É adotar uma postura de observador, que não gosta nem desgosta, apenas nota com curiosidade, escolhendo para qual parte da experiência focar a atenção (usando os sentidos: tato, olfato, paladar, audição, visão; usando uma linguagem descritiva: “não suporto essa saudade” >>> “o que sinto é pesado, dá um nó na garganta, comprime o peito, e estou aqui comigo e todas estas sensações, abro espaço, respiro, me conecto com o que valorizo neste momento”).
Não há forma certa de estar presente. Há apenas escolha e disposição. Garanto que não trazem custos. São gratuitas e valorosas.